quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dorothea Lange


Dorothea Lange era uma fotografa Americana nascida em 1895.
Depois de mais de uma década a fazer retratos de estúdio, Dorothea não mais resistiu ao "chamado das ruas" e começou a documentar o povo de San Francisco. Isto a levou para o Centro de Reabilitação Rural da Califórnia e dalí para a Farm Security Administration (FSA), onde juntamente com seu futuro marido, Paul Taylor, fotografou as ondas de migrantes rurais vítimas das péssimas condições económicas da época. Nos anos 30 percorreu vinte e dois estados do sul e oeste dos Estados Unidos onde recolheu imagens do impacto da Grande Depressão na vida dos camponeses.

Dorothea Lange
As fotos de Dorothea Lange diferenciavam-se basicamente pela sua postura de honestidade sem artifícios. Eram homens e mulheres pobres e desempregados, na maior parte das vezes sem esperanças, mas continuava sempre presente a dignidade, até mesmo um certo orgulho interior, que se revelava sem pudor para as lentes de Dorothea, mostrando inequívoca empatia entre fotógrafo e fotografado. Até hoje suas imagens são consideradas fiel retrato dos EUA pós-depressão.
Dorothea é a autora da foto "Mãe Emigrante" de 1936

Mãe Emigrante

O seu trabalho rendeu-lhe uma bolsa Guggenheim em 1941, mas a Segunda Guerra Mundial trouxe uma ruptura e um redirecionamento nas fotos de Dorothea. Trabalhando para a War Relocation Agency e para o Office of War Information, entre 1942 e 1945 passou a documentar os nipo-americanos forçados a viver em campos de concentração na Califórnia. Uma fase não menos importante de sua obra, mas convenientemente "esquecida" por muitos de seus compatriotas.



Problemas de saúde mantiveram Dorothea afastada das câmaras a seguir à guerra, e só voltou à activa no meio dos anos cinquenta, quando entrou para a equipe da prestigiada revista Life. 


Até sua morte em 1965, viajou pelo mundo na companhia do marido, fotografando principalmente a América do Sul, a Ásia e o Oriente Médio.




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